Afogadenses optam por manter tradição e tabaqueiros tomam conta das ruas da cidade

A figura dos Tabaqueiros tem origem quase que simultânea com as origens do carnaval de rua de Afogados da Ingazeira. Os primeiros personagens confeccionavam suas máscaras com papel e cola a base de goma, conhecida no interior como grude. As fôrmas eram feitas com barro e depois de usadas eram destruídas para que ninguém pudesse fazer uma máscara igual. Vestiam-se totalmente em sigilo com roupas improvisadas para sair às ruas fazendo bastante barulho com seus chocalhos e seus relhos assustando crianças e adultos.

No princípio, essas figuras folclóricas se chamavam PAPANGUS (pessoa desajeitada, que se veste mal, indesejável ou desprovida de beleza) depois foi adquirido um hábito de carregar preso a cintura um pequeno recipiente feito de chifres de bois ou bodes, chamado de tabaqueiro, com tampas de madeira onde era guardado fumo de rolo torrado, muito usado em alguns estados do nordeste. O fumo torrado e em pó é comumente aspirados pelas narinas. Daí o nome Tabaqueiro que também foi dado a tudo que era feio ou dava trabalho. Com o passar do tempo a figura do Tabaqueiro sofreu algumas alterações nas máscaras, vestimentas, mas a sua existência continuou ali sempre presente em todos os carnavais.

Neste ano devido a pandemia o governo do estado cancelou o carnaval e junto com ele as manifestações populares, como é o caso dos tabaqueiros. Mas os afogadenses optaram por manter a tradição e na manhã desta sexta (12) as ruas da cidade amanheceram tomadas por estas figuras populares tão queridas.

Breve matéria atualizada com mais fotos.

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