Em livro, Cunha cita que Temer articulou impeachment de Dilma: "militante mais atuante"

O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RI), deve lançar em abril o livro Tchau Querida, o Diário do Impeachment, de 740 páginas, escrito por ele com ajuda de uma das filhas. Condenado a catorze anos e seis meses de cadeia e cumprindo prisão domiciliar, o ex-presidente da Câmara afirma na obra, segundo revelou à VEJA que teve acesso a trechos do livro do ex-parlamentar, que o ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) atuou de forma direta para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef em 2016.

“Não foi apenas o destino ou a previsão constitucional que fizeram Michel Temer presidente da República. Ele simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta. Ele fez a ‘escolha’ ”, relata Cunha. “Foi, sim, o militante mais atuante. Sem ele, não teria havido impeachment”, relata Cunha na obra a ser lançada.

O ex-presidente da Câmara também cita como se deu a atuação do atual presidente da Casa, que, segundo ele, tinha uma "ambição sem limites": “Não tinha limites para a sua ambição e vaidade. Na busca pelo protagonismo, Rodrigo Maia quis forçar ser o relator da Comissão Especial de Impeachment. Eu tive de vetar”.

Em outra parte no livro, Cunha cita o deputado federal e candidato à sucessão de Maia, Baleia Rossi (MDB-­SP), que, segundo diz Cunha no livro, fez parte do grupo que articulou contra Dilma, embora tivesse, ele próprio, contas a prestar.

“A empresa Ilha Produção Ltda., pertencente ao irmão de Baleia e a sua mulher, recebeu nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014 milhões de reais em pagamentos oficiais e caixa dois, inclusive da Odebrecht”, afirma Eduardo Cunha.

Postar um comentário

0 Comentários