Mulher residente em Roraima procura parentes em Afogados da Ingazeira

Edna do Nascimento de Souza, nascida no Maranhão, mas desde os 03 anos de idade mudou-se com os pais para o estado de Roraima, na região Norte do país, onde reside no município de Rorainópolis. Edna pediu ajuda em áudio enviado ao Repórter do Sertão para encontrar parentes de sua mãe, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú pernambucano.

A mãe de Edna era Maria Pereira de Souza, falecida em 1999, há 21 anos. Ela era filha de Inês Pereira de Souza e Antônio Gomes de Souza. A avó de Edna era parteira e residia no município de Afogados. Segundo Edna, sua mãe deixou a cidade pernambucana quando tinha pouco mais de 20 anos e foi embora para o Maranhão, sem ter nem documentos, porque na época as coisas eram muito atrasadas. Ainda segundo ela, sua mãe conheceu seu pai no Maranhão e depois se mudaram para Roraima.

Edna quer muito encontrar parentes em Afogados da Ingazeira e disse que a família de sua mãe trabalhava com renda. Além de rendeiros, eles também plantavam algodão. Leia depoimento abaixo:

“Meu nome é Edna do Nascimento de Souza, a minha mãe nasceu nesse lugar, só que como aquele tempo era muito atrasado, não era como hoje, ela não tinha nem documentos, ela só foi ter documento depois que conheceu o meu pai. Eu moro em Roraima, só que nasci no Maranhão e vim com três anos de idade pra cá. Eu tenho muita vontade de conhecer minha família porque sempre ela falava. Minha mãe já faleceu há 21 anos e ela falava que o nome da minha vó era Inês Pereira de Souza e o nome do meu avô era Antônio Gomes de Souza. Minha vó era parteira desse lugar, Afogados de Ingazeira, ela contava até umas lendas aí desse lugar. Assim a noite ela contava pra mim, que era a filha mais velha dela. Ela falava que a família dela mexia com renda, eles são rendeiros, era uma família inteira de rendeiros, plantava algodão, vivia disso. Eu sempre fiquei com muita vontade de conhecer minha família e não sei nem por onde procurar. Meu pai fala que minha mãe não lembrava de muita coisa e diz “minha filha é muito difícil encontrar, você não sabe nem como procurar, não sabe nem o nome”. Mas aí Deus tá na frente né, se for pra encontrar alguém da minha família, eu encontro. Eu tenho um sonho muito grande de ir praí sabe, quando eu lembro dela contando a história, eu vivo aquela vontade de conhecer a terra sabe, o jeito do nordestino, as comidas… Eu queria muito encontrar minha família”. (Repórter do Sertão)

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