Aprenda a diferenciar fome física de fome emocional

Durante o período de isolamento, você teve fome de quê? Se a resposta for tudo, bem-vindo ao clube dos comedores emocionais da quarentena. Entre março e agosto, período que marca os cinco meses da pandemia no Brasil, o interesse nas buscas por dicas para emagrecer aumentou em média 30%, de acordo com o Google Trends. A explicação para esse comportamento, de acordo com especialistas, vai muito além da mera ansiedade.

Do churrasco em família à cervejinha com os amigos de sexta, o ato de comer é historicamente relacionado à ideia de socialização. Com a pandemia do novo coronavírus e as medidas de isolamento, perderam-se os contextos, mas não a comida. É o que explica a nutricionista funcional e gastróloga Gabriela Cilla. “É uma maneira de ocupar um espaço que hoje não temos como. E então o comer desenfreado surge para compensar a interrupção da necessidade de ir e vir.”

Segundo a nutricionista, a comida se torna uma fonte de conforto psicológico também pela transmissão de neuro hormônios que provocam a sensação de relaxamento e bem estar. O psiquiatra Luiz Scocca explica que essa reação faz parte do sistema de recompensa do cérebro.

“Nosso organismo tem sistemas regulatórios que percebem essas necessidades e pedem a comida. O mecanismo mais primitivo deles talvez seja a sensação visceral de fome física, mas ela também é influenciada por componentes emocionais”, explica Scocca.

Mas como é possível diferenciar a fome física da fome emocional? Segundo a nutricionista Gabriela Cilla, há um teste bastante simples. “Se você comeria uma comida da qual não gosta nem um pouco, então é fome”, explica.

No entanto, ela alerta que há outras questões físicas que devem ser levadas em conta: “Muita gente esquece de tomar água, por exemplo, e confunde a fome com a sede.”

Já a fome emocional, de acordo com a especialista, tem gatilhos bastante comuns. “Se tem algo bom, vamos celebrar. Se aconteceu algo ruim, vamos compensar”. (R7)

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