Pesquisa aponta cenário embolado na eleição do Recife entre João Campos, Mendonça, Daniel, Marília e a Delegada

A três meses da eleição municipal, o cenário da disputa para a Prefeitura do Recife não tem favorito e continua embolado entre os pré-candidatos do governo e da oposição. É o que aponta a pesquisa do Instituto Conectar, realizada entre os dias 01 e 03 de agosto de 2020 e encomendada pela Executiva Nacional do Democratas e registrada no Tribunal Regional Eleitoral. 

Com 800 entrevistas pessoais com eleitores de Recife e margem de erro máxima de 3,5%, a pesquisa mostra, na estimulada, empate técnico entre o candidato do PSB, João Campos (16%), e os quatro candidatos de oposição: Mendonça Filho do DEM (14%), Daniel Coelho do Cidadania (14%), Marília Arraes do PT (12%) e a Delegada Patrícia Domingos do Podemos (12%). O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Tecnicamente qualquer um desses cinco pré-candidatos pode estar liderando a disputa, dentro da margem de erro dos resultados obtidos. João Campos com 16%, numericamente o maior percentual, pode oscilar entre 19,5% e 12,5% e a Delegada Patrícia Domingos e Marilia Arraes, ambas com 12%, o menor percentual entre os cinco pré-candidatos, podem ter entre 8,5% e 15,5%. Mendonça e Daniel podem ter entre 17,5% e 10,5%. Com intenção de votos na casa de um dígito, Túlio Gadelha do PDT tem 4%, Alberto Feitosa 2% e Charbel do Novo 1%.

A indefinição do eleitor se mantém em outros cenários dois mais reduzidos. No cenário reduzido entre João Campos ( 24%), Mendonça Filho (22%) e Marília Arraes (21%), Alberto Feitosa (5%) e Charbel (1%) mostra o quadro totalmente embolado entre os candidatos do PSB, Democratas e PT. O mesmo se repete num segundo cenário reduzido com João Campos (24%), Marília (22%) e Daniel (20%), Alberto Feitosa (3%) e Charbel (2%).

Mendonça é o mais conhecido – Em relação ao grau de conhecimento dos pré-candidatos, Mendonça Filho é o mais conhecido dos eleitores, 39% dizem que o conhecem bem, seguido por Daniel Coelho (33%), João Campos (25%) e Marília Arraes (24%). A Delegada Patrícia Domingos (9%) e Alberto Feitosa (5%) estão num outro patamar de conhecimento, ambos são desconhecidos pela maioria dos eleitores da cidade, já que mais de 50% dos entrevistados dizem que não os conhecem.

Feitosa e a Delegada tem rejeição mais altas – A pesquisa mostra que o potencial de voto e rejeição de João Campos, Marília Arraes, Mendonça Filho e Daniel Coelho mostram-se, mais uma vez, empatados. A Delegada Patrícia Domingos e Alberto Feitosa são os mais rejeitados com 60% e 84%, respectivamente. O elevado grau de desconhecimento da Delegada e de Feitosa podem explicar a rejeição ambos.

Mendonça é o candidato mais associado a Bolsonaro – A pesquisa perguntou ao eleitor qual dos candidatos ele associa ao presidente Jair Bolsonaro. Mendonça Filho é o pré-candidato a prefeito mais associado ao presidente Jair Bolsonaro, com 32%, o dobro das citações dos segundos colocados Daniel Coelho (16%) e Delegada Patrícia Domingos (15%). O deputado Alberto Feitosa que se apresenta como o candidato de Bolsonaro aparece em penúltima posição com 7% e Charbel, 3%.

Avaliações administrativas – O Instituto Conectar mediu, ainda, a expectativa de vida dos recifenses nos próximos seis meses. E as avaliações das administrações do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, do governador Paulo Câmara e do presidente Jair Bolsonaro. Segue em anexo o relatório completo da pesquisa.

Metodologia – A coleta das entrevistas foi realizada entre os dias 1 e 3 de agosto de 2020. Foram realizadas 800 entrevistas com eleitores de Recife, consequentemente, a margem de erro máxima estimada da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais apresentados. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo DEMOCRATAS – DIRETORIO NACIONAL. A pesquisa foi registrada sob o número: PE-05458/2020.

O Instituto Conectar é comandado pelo sociólogo, Maurício Garcia, um dos pesquisadores mais respeitados do mercado, tendo trabalhado durante mais de 20 anos no IBOPE, onde coordenou centenas estudos quantitativos e qualitativos de pesquisa. Também trabalhou no instituto de pesquisas pernambucano Ipespe durante mais de 3 anos. Maurício Garcia é associado à Wapor (World Association for Public Opinion. Segue em anexo o relatório completo da pesquisa. (Site Ponto de Vista)

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