Jovem ‘zombada’ por vender sacos de lixo para ajudar a mãe não abaixa a cabeça

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MATÉRIA VEICULADA EM 26 DE JUNHO DE 2020 - A estudante de enfermagem Clara Soares, 18 anos, vende sacos de lixo e panos de chão em Ceilândia (DF) para ajudar a mãe.

Enquanto batia de porta em porta para vender suas mercadorias, duas meninas, que achavam “feio” Clara vender sacos de lixo e panos de chão por ela ser “conhecida das redes sociais”, riram dela.

Oi? 🙄

“No momento eu confesso que fiquei mal, chorei bastante, não queria fazer mais nada. Mas depois eu ignorei. Ruim mesmo é não trabalhar. Qualquer trabalho é digno”, conta Clara.

“Eu recebi muitas mensagens positivas”

Clara narrou esse episódio na sua conta do Twitter e recebeu de volta mensagens de pessoas valorizando o seu trabalho, diferente das meninas que misturaram lé com cré.

Além das mensagens de apoio, Clara ganhou clientes novos e agora vai poder ajudar mais a mãe, que também é vendedora, mas está parada por conta da pandemia.

“Nesse tempo de pandemia minha mãe não está trabalhando. Ela vende vaso, adubo, todo mundo aqui em casa trabalha, até meus irmãozinhos.”

Infelizmente, Clara também recebeu mensagens como “coitada de você, isso não dá dinheiro, como você ajuda sua mãe?”.

Mas Clara não abaixa a cabeça, segue firme no seu propósito de ajudar a mãe com as vendas de sacos de lixo e panos de chão!

“Graças a Deus teve pessoas que me ajudaram muito! Eu recebi muitas mensagens positivas. Já chorei tanto com algumas mensagens, que, meu Deus! Críticas também, mas eu não pego isso. É uma coisa que eu estou sabendo lidar.”

Clara defende, e acredito que a maioria das pessoas deve pensar igual, que o pessoal que trabalha na rua merece mais respeito, principalmente agora na pandemia.

“Morro de orgulho, não tô roubando nada de ninguém, pelo contrário”

Já é complicado trabalhar nessa conjuntura, ter alguém debochando do seu trabalho só deixa as coisas mais difíceis ainda.

“Não só eu que vendo saco de lixo, como as pessoas que panfletam e que vendem qualquer outra coisa”, conclui Clara, mas não sem antes reforçar, mais uma vez, o orgulho que tem do seu trabalho.

“Morro de orgulho, não tô roubando nada de ninguém, pelo contrário. Não tem coisa melhor que ter seu próprio dinheiro. Ajudo minha mãe em tudo, tanto em casa quanto financeiramente. Foi decisão minha ir pra rua para ajudá-la, afinal, quem nasce em família pobre não tem medo do mundo, tem que por as cara mesmo.” (Razões para Acreditar)

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