Witzel afirma que busca contra ele 'resultou em absolutamente nada' e se diz vítima de 'perseguição política'

O governador do Rio, Wilson Witzel, fez um pronunciamento no Palácio Laranjeiras no início da tarde desta terça-feira (26), poucas horas após ser alvo de busca e apreensão numa investigação que apura desvios na Saúde, inclusive na contratação da empresa que deveria montar os hospitais de campanha.

Witzel se referia ao ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que autorizou a busca. A Operação Placebo cumpriu 12 mandados, inclusive na residência oficial do governador e na casa onde ele morava no Grajaú antes de ser eleito.

O governador se disse vítima de "perseguição política" e afirmou que o que ocorreu com ele pode ocorrer com outros "governadores considerados inimigos" do governo federal.

Witzel atribuiu a operação à suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, denunciada pelo ex-ministro Sérgio Moro ao pedir demissão. Moro disse que Bolsonaro queria tirar o diretor-geral Maurício Valeixo e, por isso, deixou o cargo. A possível interferência é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal.

"A Polícia Federal deveria fazer o seu trabalho com a mesma celeridade que passou a fazer aqui no estado do Rio de Janeiro porque o presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente".

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