Coluna O Linguarudo - Não Vou Mentir Para Agradar (19/05/2020)

Preço da cloroquina dispara -
 
O governo pagou pelo quilo da cloroquina em pó, insumo do medicamento pivô da queda do ministro da Saúde, Nelson Teich, quase seis vezes o preço pago menos de um ano antes. Uma mesma empresa sediada em Campanha, no interior de Minas Gerais, vendeu o produto para o Comando do Exército e para o Ministério da Saúde, no intervalo de um ano. A cloroquina foi importada, nos dois casos, de um mesmo fabricante da Índia, o Laboratório IPCA. O Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército comprou, em maio, 500 quilos do sal difosfato, a matéria-prima da cloroquina. A encomenda saiu por R$ 652 mil. O preço do quilo (R$ 1.304) é quase seis vezes aquele pago pelo Ministério da Saúde em contrato assinado em maio de 2019, quando o governo federal desembolsou R$ 219,98 por quilo. O Exército comprou sem licitação, e a compra faz parte das ações de enfrentamento à pandemia. A diferença de preço se deve sobretudo ao aumento de custo decorrente da pandemia. Segundo a empresa Sulminas Suplementos e Nutrição Ltda, além do aumento da demanda mundial por um produto até então pouco procurado, o aumento do preço dos fretes internacionais e a variação da cotação do dólar também pesaram no custo – a moeda norte-americana se valorizou mais de 40% no ano. A empresa, principal fornecedora do insumo no Brasil, já entregou ao Exército 100 quilos dos 500 quilos encomendados neste mês.

Perdão – Em 16 de março de 1990, o presidente da República Fernando Collor usou uma medida provisória para bloquear todos os ativos e investimentos da população no sistema bancário, o popular “confisco da poupança”, conhecido como Plano Collor. O objetivo era acabar com a hiperinflação, que era de 80% ao mês. Mais de trinta anos depois, o atual senador Collor voltou ao tema, nesta segunda (18), para pedir perdão. “Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, disse o senador alagoano. (Edymar Lira)

Cobras – Em palestra para estudantes, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, falou sobre as contantes brigas entre os magistrados da Corte, transmitidas pela TV Justiça. “Nós não somos um ninho de cobras eivados de inimizades. Pode acontecer um acidente na vida aqui ou ali, mas nós nos queremos bem, temos relações cordiais”, disse Barroso, que presidirá a Justiça Eleitoral, a partir de 25 de maio.

Adiamento ENEM – Os líderes do Senado decidiram colocar na pauta de hoje o projeto que adia o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por conta da pandemia de covid-19. A proposta original é da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), mas pode passar por ajustes até chegar ao plenário. A medida original prevê que o adiamento das provas seja até o fim do ano letivo das escolas públicas e privadas. Líderes, entretanto, já falam em possíveis datas para o adiamento. O líder do PDT, Weverton (PDT-MA), aposta entre os meses de dezembro de 2020 ou fevereiro de 2021.

Inocente quer saber – Quando reduziremos a curva de contágio da Covid-19?

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