'Agora é só um corpo', afirmou pai que confessou ter matado filho

Demonstrando raiva e frieza, relatou que deu medicamentos controlados para a criança e jogou o corpo às margens da BR-020, a cerca de 600km de Brasília. “Agora é só um corpo. Passei e não vi ninguém na rua, joguei no mato e saí”, confessou.

Segundo ele, a intenção era dar um “susto” na mãe da criança, com quem teve um relacionamento, segundo a PCDF, e na ex-sogra. “É uma pessoa que não tem emoção. Se refere ao filho sempre como o ‘menino’.

Disse que, após dar o medicamento, o garoto ficou ‘molinho’ e, ao constatar a morte, jogou o corpo em uma região de mato alto próximo a rodovia”, detalhou o delegado-chefe da Divisão de Repressão a Sequestro (DRS), Leandro Ritt.

A polícia não tem dúvidas de que o crime foi planejado por vingança e acredita que a criança morreu na casa do pai, na 712 Sul. Paulo disse que deu três comprimidos de medicação controlada para a criança dissolvidos no suco de uva.

A bebida foi dada ao filho após a saída da escola, na Asa Sul, na sexta-feira (29/11). O objetivo era que Bernardo dormisse durante o trajeto até Minas Gerais. A criança, porém, teria passado mal, vomitado e, depois, morrido.

“Fizemos buscas na residência [na 712] e encontramos uma caixa de remédios (para dormir), copo de água infantil e muitos resquícios de vômito. O material foi encaminhado à perícia”, explicou o delegado, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (04/12).

Paulo sempre tinha o costume de pegar o filho na creche e depois devolvia, à noite, para a mãe, no Lago Sul. Na sexta, mudou os planos. “Ele afirmou que sempre teve vontade de pegar o filho e sumir, só não fez antes pois estava trabalhando e não tinha dinheiro. Atualmente, ele estava em licença psiquiátrica com afastamento de 60 dias do trabalho”, completou.

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