Bebê de cinco meses é agredida até a morte por ser menina

18 maio Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Augusto Silva da Cruz, 23 anos, teria agredido a própria filha de cinco meses pelo fato de não aceitar o gênero da criança. Débora Maria Sales da Silva deu entrada no Hospital Petronila Campos, no Parque Capibaribe, em São Lourenço da Mata, desacordada e com múltiplos hematomas na manhã da sexta-feira (17), dois dias depois de ser espancada na casa da família, na Rua Sítio Cajá.

A equipe médica ainda conseguiu reanimar a criança, que foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), no Recife. No entanto, o bebê não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do HR. Augusto foi preso horas depois e conduzido à delegacia do município.

De acordo com a Polícia Civil, Silvânia Maria Viana, a mãe da criança. informou que as agressões eram recorrentes há pelo menos três meses. A conselheira tutelar Elisama Fernandes, responsável pelo caso, informou que a menina chegou ao Petronila com hematomas por todo corpo, inclusive na face, desacordada nos braços de uma vizinha, acompanhada pela mãe da criança. “Ela foi direto para a sala de reanimação. Os médicos passaram 30 minutos tentando reanimá-la”, relatou a conselheira.

A transferência para o HR, segundo Elisama, não contou com a presença da mãe. “Ela teve que permanecer em São Lourenço para que o agressor pudesse ser identificado”, disse. Em sua primeira versão na conversa com a conselheira, a mãe teria relatado que deu um suco à criança que estava no berço, saiu para estender roupas e ao retornar a criança havia caído e estava desacordada.

“Os médicos, no entanto, já haviam informado que os hematomas eram sinais de maus-tratos, não podiam ser de uma queda”, explicou Elisama. Posteriormente, a mãe da criança relatou então que o pai não aceitava o gênero do bebê. Que vinha agredindo a criança há três meses, e que a última vez havia sido na quarta-feira (15), no entanto a criança só foi socorrida na sexta (17).

Segundo a conselheira tutelar, a mãe da criança disse que não pôde realizar o socorro antes porque o marido não permitiu. “Ela afirma que ele a prendia em casa. O local é de difícil acesso, então ela aproveitou que uma vizinha passou com um carro, e a ausência dele, para socorrer a criança”, contou Elisama.

A residência da família, segundo moradores da região, foi destruída por vizinhos que ficaram revoltados com a história. Um inquérito foi instaurado para apurar o caso, e averiguar se houve omissão de socorro por parte da mãe.

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