Coluna Tarcízio Leite: Morte e Vida!

29 janeiro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


A morte significa deixar de viver.

Muitas vezes as pessoas morrem e não nos damos conta.

Quantos cadáveres ambulantes encontramos por aí perambulando e não percebemos?

Há pessoas que morrem e só se percebe após a falência dos órgãos quando literalmente irão sepultar.

É preciso ser mais atento com as nossas atitudes evitando a reprodução de cadáveres ambulantes.

Você não imagina o quanto sofre quem vive na UTI da vida, onde tudo escuta mas não pode ter reação, ou quando reage e ninguém percebe.

É preciso refletir sobre a utilidade, o que só é possível através da sensibilidade que está desaparecendo em função da individualidade e do egocentrismo.

Quantas pessoas têm os seus sonhos tornados pesadelos?

Quantas pessoas se sentem solitária no meio da multidão porque ninguém acredita nela, e a desestimula como se aquilo que ela sonha não tivesse qualquer importância?

Assim são os filhos que sonham com uma profissão, assim são os alunos nas escolas quando tratados como incapazes e com palavras como: você é incapaz de aprender isso, assim são os idosos que as famílias os tratam como pessoas que não tem mais habilidade para executar determinada tarefa.

Assim são os adultos que sonham e que são tratados como se tivessem marcados para morrer, pois quando têm um sonho que dura quatro cinco anos, como estudar, é logo indagado: e tu pensas que irá terminar este curso com quantos anos?

Assim são as pessoas que não têm a liberdade de fazer o que gosta, mas de satisfazer os caprichos de outros pessoas, fazendo o que elas gostam ou até mesmo o que elas não gostam, mas sentem o prazer de reprimir o desejo do outro, muitas vezes porque não sabem o que é prazer ou porque só sonham com um passado que lhes reprimiram.

É preciso repensar conceitos, não subestimar a inteligência e a capacidade das pessoas e principalmente não banalizar os sentimentos.

Entender que, o que pra alguns não tem valor, para o outro é a sua realização.

Enquanto pessoas não gostam de futebol, outros criam calos nas cordas vocais gritando nos estádios torcendo por um time.

Enquanto uns não gostam de estudar, outros catam livros no lixo para ler.

Repensar atitudes e procurar trabalhar a sensibilidade pode fortalece a autoestima e diminuir o risco de se colocar pessoas na UTI da vida.

Por Tarcízio Leite

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