Coluna Tarcízio Leite: Gastar ou Investir?

20 novembro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Ser convidado para fazer um breve relato sobre o programa Jovem Aprendiz, para estudantes da Escola Estadual Édson Simões, onde já fui aluno, foi para mim, muito gratificante.

Apesar de gratificante, foi também um momento de muita responsabilidade, pois estes jovens são o futuro da sociedade, o que nos faz refletir sobre que sociedade queremos para o futuro.

Pois não poderia falar apenas sobre a questão legal, mas também sobre a disciplina, o compromisso e a oportunidade, já que o programa Jovem Aprendiz não se trata apenas de uma questão legal, mas de um programa que proporciona oportunidade para o jovem e benefícios para as empresas.

E para que estes jovens tenham oportunidade, em primeiro lugar, é necessário disciplina, consciência dos seus objetivos e compromisso com o que estão fazendo para que possam comprimir e superar etapas.

Com isto surge a oportunidade, pois as empresas hoje, procuram colaboradores capazes, dispostos e comprometidos com o desenvolvimento econômico do empreendimento.

Dentro deste perfil, é necessário perceber o jovem aprendiz como um colaborador em potencial, pois além de estar cursando deverá estagiar na mesma área procurando desenvolver habilidades e adquirir experiência.

Experiência é sempre um dos requisitos que as empresas exigem quando da contratação de colaboradores, no entanto, empreendedores de médio porte ainda não despertaram para oportunidade que têm diante de treinar e preparar jovens dentro de uma área específica, onde têm a colaboração de uma instituição de ensino e a vontade que estes jovens representam para o desenvolvimento de novas habilidades.

Precisamos apresentar para o jovem esta porta que está aberta à sua frente, e as médias empresas, principalmente as de cidades de menor porte que ainda não conseguiram entender a diferença entre despesa e investimento e continuam com medo de investir em profissionais capazes de prestar uma boa consultoria., proporcionando redução de custos e aumento de produtividade com maior eficiência, dentre outras que não conseguiram migrar de empresa para empreendimento.

O jovem aprendiz além de representar um investimento em capital humano de baixo custo, tendo em vista a redução dos encargos, como: Aviso prévio que deixa de existir para esta categoria de colaborador, redução do valor do FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço de 7% (sete por cento) para 2% (dois por cento), redução da multa do FGTS de 40% (quarenta por cento) para 0% (zero) por cento e tudo isto cumprindo a legislação que a partir de janeiro de 2019 já está toda dentro do chamado eSocial e que irá pegar os empresários que não se adequarem a lei, que já existe e que nada tem nada de novo, de calças curtas.

Isto para as empresas do SIMPLES NACIONAL, pois as empresas do Lucro Real e Lucro Presumido já estão obrigadas a entregar o eSocial.

Para estes jovens, recomendo: Buscar a contratação como jovem aprendiz, não em empresas que irão buscar cumprir a legislação, mas em empresas que estão buscando investir em capital humano; investir em disciplina e compromisso com responsabilidade profissional e social, pois este é o caminho para o crescimento como profissional e ser humano.

Aos empreendedores, investirem em desenvolvimento de competências e capital humano buscando, através potenciais colaboradores, instrumentos capazes de gerar o desenvolvimento econômico e social do empreendimento.

Por Tarcízio Leite

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