Clima de eleições leva desavença entre amigos e famílias

01 outubro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Na mesa do happy hour um assunto colocou água no chope das amigas: a eleição presidencial. Unidas em torno do candidato João Amoêdo (Novo), elas evitam comentar o destino dos seus respectivos votos em um eventual segundo turno. “No bar, tentamos não tocar no assunto. Já tem muita discussão no trabalho, na família, no grupo do WhatsApp…”, diz a bancária Tayna Moraes, de 21 anos. 

“Essa é uma consequência séria do ambiente eleitoral. Os núcleos familiares e relações de amizade são os primeiros a se romper em situações de polarização acirrada”, diz Broide. “Como o debate político não está no cotidiano das pessoas é comum que a posição ideológica de quem está ao nosso lado nos surpreenda e cause repulsa. A convivência com quem pensa diferente, na intimidade, é muito difícil”, afirma o psicanalista Jorge Broide.

É raro encontrar alguém que não tenha uma história de desavença para contar. Na família da pesquisadora Beatrys Fernandes, de 26 anos, a discussão ganhou caráter religioso. De família mórmon, ela viu o pai e o tio brigarem de forma acalorada. “Um dizia que aquilo que um candidato defendia não estava nas escrituras. O outro afirmava que o que o candidato dizia não feria a religião deles”, diz. (Veja)

0 comentários:

Recent Comments