Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência no segundo turno

08 outubro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


O deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT, vão disputar o cargo de presidente no próximo dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições 2018.

O resultado de segundo turno foi confirmado pouco depois das 20h50, quando 96% das urnas já tinha sido apuradas.

Bolsonaro tinha 47,9 milhões de votos, ou 46,6% dos votos válidos. Para ser eleito em primeiro turno, um candidato precisa ter 50% dos votos válidos mais um, o que não pode acontecer nesta eleição.

No mesmo horário, Haddad aparecia com 29,2 milhões de votos, ou 28,43% do total.

Estreantes na disputa ao Palácio do Planalto, Bolsonaro e Haddad deixaram para trás experientes políticos brasileiros, como o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, do PDT, que já disputou três eleições presidenciais: 1998, 2002 e 2018.

Geraldo Alckmin, do PSDB, político que por mais tempo governou o Estado de São Paulo (12 anos no total), fracassou em sua segunda corrida presidencial.

A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, que disputa sua terceira eleição presidencial consecutiva pelo terceiro partido diferente, dessa vez pela Rede, também ficou pelo caminho.

Veja a seguir o desempenho dos demais candidatos:

Ciro Gomes (PDT): 12.871.483 votos (12,52%);

Geraldo Alckmin (PSDB): 4.955.500 votos (4,82%);

João Amoêdo (Novo): 2.643.632 votos (2,57%);

Cabo Daciolo (Patriota): 1.287.457 votos (1,25%);

Henrique Meirelles (MDB): 1.245.519 votos (1,21%);

Marina Silva (Rede): 1.030.781 votos (1%);

Alvaro Dias (Podemos): 847.017 votos (0,82%);

Guilherme Boulos (Psol): 598.892 votos (0,58%);

Vera Lúcia (PSTU): 53.991 votos (0,05%);

Eymael (DC): 40.203 votos (0,04%);

João Goulart Filho (PPL): 29.061 votos (0,03%).

Campanha

Os candidatos do PSL e do PT chegam ao segundo turno após uma eleição marcada pela polarização política, por casos de violência a candidatos e pela distribuição de "fake news" ("notícias falsas") nas redes sociais.

O primeiro caso aconteceu em março, quando a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato do PT ao Planalto, foi atingida por tiros no interior do Paraná. 

Já em 6 de setembro, Bolsonaro foi esfaqueado durante ato de campanha no centro de Juiz de Fora (MG), quando estava rodeado por simpatizantes. Ele passou por uma cirurgia de emergência na Santa Casa da cidade, após perder mais de dois litros de sangue. Ele foi transferido no dia seguinte para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ficou 24 dias internado. Desde o final de semana passado ele se recupera em sua casa, no Rio de Janeiro.

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