Gleisi reconhece força de Marília Arraes, mas defende aliança com o PSB

02 agosto Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Após visita ao ex-presidente Lula, em Curitiba, a senadora Gleisi Hoffman (PT) falou sobre a posição da Executiva nacional do partido de rejeitar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, confirmando o apoio ao PSB. 

Gleisi afirma que é muito compreensível o movimento que está acontecendo em Pernambuco, devido a Marília ser uma “grande liderança, uma pessoa com firmeza e posicionamento” e ressalta que, para o PT, é significante que a vereadora esteja firme e forte na disposição para luta política. No entanto, pontuou que desde o início os ‘companheiros’ sabiam dessa estratégia política. “Em nenhum momento fizemos algum tipo de movimentação que não fosse clara e aberta”. 

A senadora ainda comenta que abrir mão da candidatura de Marília é ruim, no que diz respeito à questão regional, mas o PT tem um projeto nacional que visa enfrentar o retrocesso sofrido nos últimos anos. “Desde o ano passado tem-se conversado com lideranças de partidos de esquerda para resgatar uma aliança progressista e popular no Brasil” e dispara: “o PT sozinho não consegue isso”. Em 2017, o Partido dos Trabalhadores nominou o PCdoB, o PSB e o PDT como partidos de conversação.

Confira a nota na íntegra

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou, nesta quinta-feira (2), nota oficial sobre a aliança política-eleitoral entre PT e PSB. Segundo o documento, o PCdoB impunha a vinda dos socialistas como condição para a unidade do campo.

Sobre PSB e PT

1. É uma estratégia nacional resgatar aliança com o PSB, um partido em disputa. No Nordeste e Norte apoiarão Lula ou quem Lula Indicar;

2. Essa ala do PSB (Ricardo Coutinho, Paulo Câmara, Capiberibe) tirou a direita do partido, e colocou o PSB contra a reforma trabalhista, a EC 95, a entrega da Petrobras e a privatização da Eletrobras;

3. Recompor uma frente política de esquerda no país é condição para o enfrentamento ao golpe e para tirar o Brasil da crise com uma política econômica inclusiva;

4. O PCdoB, um dos partidos que compõe essa frente, via o entendimento com o PSB como condição para construirmos uma unidade do campo;

5. Desde o ano passado temos reforçado que nossas alianças ou acordos eleitorais se dariam no campo da centro esquerda. E listamos, e APROVAMOS, em resolução do PT que os partidos para construirmos isso eram PCdoB, PSB e PDT;

6. Nunca escondemos do PT de Pernambuco, dos movimentos sociais e de Marília, nossas conversas e nossos movimentos. Lutamos por uma coligação formal, mas não foi possível. Esse movimento é o recomeço da frente de esquerda no país, buscando resgatar um partido q historicamente esteve do nosso lado; e

7. Sem a eleição de Lula e a construção de um campo político NACIONAL progressista e popular não recuperaremos o país. Não vamos perder o foco do nosso enfrentamento. Estamos numa batalha pela devolução dos empregos, dos direitos dos trabalhadores e do povo, da nossa democracia e da nossa soberania. (Diário de PE)

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