Padre Fábio de Melo é criticado por associar macumba a demônios

14 maio Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Um vídeo publicado em uma fanpage com o nome do padre Fábio de Melo gerou controvérsia nos últimos dias. Com quase três milhões de visualizações, o material de três minutos é um trecho de uma homilia do padre cantor.

A legenda diz “não tenha medo de macumbas, você tem o poder de fazer milagres”. Citando o trecho do final do evangelho de Marcos, o padre diz: “Você tem o poder de expulsar demônios e treme todo quando vê aquela galinha preta na porta de sua casa… Fizeram macumba contra mim!”.

Melo afirma também que os cristãos que temem obras de macumbaria e mau-olhado “não conhecem a força do Cristo ressuscitado”.

“Com todo o respeito a quem faz a macumba. Pode fazer e pode deixar na porta da minha casa que, se estiver fresco, a gente come”, afirmou, sob aplausos. “Com todo o respeito a quem acredita nisso, mas não é uma compreensão cristã, porque estamos debaixo dos raios misericordiosos do Senhor, que nos livrou de todo o mal.”

Os comentários no vídeo deixam claro que a maioria dos seguidores do padre no Facebook concorda com a postura do líder religioso. Contudo, um grande número de pessoas reclamam dele, fazendo críticas e dizendo que ele estava sendo “intolerante” e até “racista”.

O jornal O Globo em publicação desta quinta (10) acusou Fabio de Melo de “intolerância religiosa” o que nitidamente atraiu um grande número de protestos.

Após a repercussão do caso no jornal, o babalaô Ivanir dos Santos notificou extrajudicialmente o padre Fábio de Melo para que ele retire do ar o vídeo.

Em seu perfil do Twitter, Fábio de Mello emitiu um pedido de desculpas, citando a reportagem de O Globo.

“Sempre manifestei publicamente o meu respeito a todas as religiões. O candomblé fez parte da minha origem. Nunca quis ofender ou desmerecer quem quer que seja. Apenas expressei, durante uma celebração cristã, convicções cristãs. Peço perdão aos que se sentiram ofendidos”, escreveu.

Em outra mensagem no microblog, afirmou: “Já fiz um contato com o babalorixá Ivanir dos Santos. Ele foi extremamente gentil comigo. Nosso desejo é esclarecer que tolerância religiosa não significa abrir mão do que cremos ou não cremos, mas conviver harmoniosamente, colaborando na construção de um mundo melhor.”

(*) Fonte: O Globo

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