Egipciense com síndrome rara viaja 150 km por dia para estudar matemática

08 maio Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Comemorada nacionalmente no dia 6 de maio, a matemática pode facilmente ser observada no cotidiano. No entanto, a estudante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Judite Ferreira, não apenas convive com essa ciência, mas aplica fórmulas e os conhecimentos nas atividades que realiza no sítio em que mora. Aos 37 anos e com uma síndrome rara que dificulta sua mobilidade, ela enfrenta 150 km por dia para poder participar das aulas.

Judite estuda no campus de Patos da UEPB, no Sertão paraibano, onde cursa o 3º período da licenciatura em matemática, no período da manhã. "Tirando o calor de Patos, eu estou gostando de estudar na UEPB. Fui muito bem recebida", afirmou.

Portadora da Síndrome de Larsen, uma rara desordem genética que afeta o desenvolvimento dos ossos e articulações, ela só foi avaliada por um profissional e diagnosticada aos 27 anos de idade. “Não tive acompanhamento médico quando era nova, então, foi tarde demais para amenizar minha situação física”, comentou.

Por viver no interior de Pernambuco, Judite precisa acordar às 4h para sair do sítio em que mora e se deslocar, em uma moto, até o município de São José do Egito, percorrendo um trajeto de 12 km. De lá, ela pega o ônibus que vai para a universidade, fazendo um percurso total de 75 km. Na volta para casa, ela enfrenta as mesmas distâncias. (G1 PB)

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