Testemunha complica ainda mais situação de Dêva Pessoa em processo na Justiça Federal

23 março Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


No último dia 20 em Serra Talhada, o ex-prefeito de Tuparetama, Dêva Pessoa, passou sufoco durante a audiência de instrução e julgamento na ação civil de improbidade administrativa N. 0800169-02.2017.4.05.8303 a que responde na Justiça Federal. 

Durante a audiência, a testemunha do ex-prefeito entrou em contradição ao dar depoimento diferente da declaração que havia sido apresentada pelos advogados de defesa, e disse ter assinado o documento a pedido do advogado de Dêva Pessoa, mas, que a informação contida no documento não era a verdade.

Com isso, o Juiz Federal chamou imediatamente o Delegado da Polícia Federal de plantão para fazer acareação com a outra testemunha de defesa e, por pouco, o depoente não foi preso pelo crime de falso testemunho.

Para entender melhor a novela: no último dia do mandato do ex-prefeito Dêva Pessoa foi emitido um cheque no valor de R$ 2.850,00 (dois mil e oitocentos e cinquenta reais) para pagamento da locação de um carro Corsa Classic. 

Como se não bastasse o valor absurdo pago pela locação de um carro popular, o cheque, endereçado a um empresário de Iguaraci, foi trocado no comércio local com o pai da então secretária de saúde em 2016 e no começo de 2017 a prefeitura de Tuparetama recebeu ofício do empresário cobrando o pagamento que já havia sido realizado, ou seja, o dinheiro não teria chegado ao destinatário. 

Na declaração produzida pela defesa de Dêva no processo, o empresário afirmava ter autorizado um intermediário a receber o pagamento, mas, desmentiu na frente do juiz! 

No depoimento do empresário, testemunha de Dêva Pessoa no processo de Serra Talhada, ficou clara a tentativa de se fabricar um documento inverídico e a situação do ex-prefeito se agravou ainda mais no processo a que responde por desvio de recursos públicos. 

Lamentavelmente, para quem passou quatro anos arrotando santidade e usando o slogan de “mãos limpas” a sujeira exibida nesta ação e os obscuros procedimentos usados para se defender da acusação de desvio de recursos públicos, não são mais nenhuma surpresa para o povo de Tuparetama. 

Enquanto isso, os bens do ex-prefeito continuam bloqueados pela justiça!

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