Sabemos quanto estamos pagando na conta de energia?

15 março Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Charge exclusiva Mais Pajeú produzida por Antônio Alves

Todos os meses, recebemos a conta de luz em casa e pagamos o valor cobrado. Mas sabemos, de fato, o que estamos pagando nessa fatura? O que está incluído no preço? Há impostos? Quais são os serviços cobrados? A seguir, explicamos tudo em detalhes. E garantimos: sua conta de energia nunca mais será vista como antes!   

Só conseguimos assistir televisão, esquentar uma lasanha no micro-ondas ou congelar um filé de frango na geladeira devido à existência do setor elétrico. Ele é composto por três tipos de empresas: geradoras (produzem energia), transmissoras (transportam a energia para os centros consumidores) e distribuidoras (levam a energia até em casa).

Em outras palavras: a energia elétrica gerada em uma Usina Hidrelétrica, por exemplo, é transmitida por fios de alta tensão até os centros consumidores e, então, distribuída a casas, edifícios, comércios, indústrias e para a iluminação pública.

Com o pagamento mensal da conta de luz, que é emitida pelas distribuidoras de energia, garantimos a operação e a expansão de todo o sistema elétrico brasileiro.


Basicamente, pagamos o custo da energia gerada, a qual consumimos em nossa rotina, o custo do transporte da energia até nossa residência e os encargos setoriais.

Esses encargos, incluídos na tarifa de energia, financiam várias necessidades específicas do setor elétrico. São nove encargos cobrados na nossa fatura, que, juntos, formam uma sopa de letrinhas: CDE, PROINFA, RGR, ESS, CFURH, ONS, P&D, EER, TFSEE.

Na conta de luz entram também impostos como PIS/PASEP e COFINS (federal), ICMS (estadual) e a Contribuição para Iluminação Pública (municipal).

O valor total da conta de luz é recolhido pelas distribuidoras, como Celpe (PE), Eletropaulo (SP), Light (RJ), Cemig (MG), entre outras. Depois elas repassam os impostos às autoridades.


A tarifa de energia pode ainda ser acrescida do valor das bandeiras tarifárias, que é um custo sazonal de geração de energia.

Por exemplo, se passarmos por um período de escassez de chuvas, teremos de produzir energia extra devido ao baixo nível dos reservatórios de água das hidrelétricas. As usinas termelétricas são ligadas, gerando um custo adicional não previsto. Este custo entra na tarifa e é pago por nós, por meio das bandeiras. São três cores:

Bandeira verde: não há acréscimo na conta de energia.

Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Por exemplo, suponhamos que a nossa conta de luz indique um consumo de energia de 300 kWh, sob regime de bandeira amarela. Isso significa que estamos pagando um valor extra de R$ 4,50 na nossa conta de luz, como custo sazonal.  

Bandeira vermelha: acréscimo de R$ 3 ou R$ 4,50 para cada 100 kWh consumidos.

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