Para Lula, imprensa foi conivente com agressão ao PT

29 março Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


O Globo – Sergio Roxo – Enviado especial

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em Curitiba, que a imprensa foi "conivente" com os ataques sofridos pelos petistas na visita aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Por causa do atentado contra os ônibus da caravana, o PT decidiu ampliar o ato programado para encerrar o giro pelo Sul. Lideranças nacionais e parlamentares do partido e de legendas aliadas foram chamados a Curitiba. Com o objetivo de tornar o evento suprapartidário, os pré-candidatos a presidente do PSOL, Guilherme Boulos, e do PCdoB, Manuela D'Ávila, também compareceram.

Apesar disso, Lula não teve constrangimento em falar de sua campanha. Citou os convidados apenas rapidamente.

O líder petista listou todos os ataques sofridos pela caravana. Falou das pedras e ovos disparados contra ônibus e palanques, de agressões físicas a integrantes da equipe e dos três tiros disparados na terça-feira contra dois dos três ônibus. Em seguida, se virou para os repórteres que cobriam o ato e disse:

- A imprensa foi conivente com isso o tempo inteiro.

Lula ainda disse que nunca se viu "um ato de violência" da sua parte.

Ao falar sobre a ação do Ministério Público para impedir a sua visita à Unipampa, em Bagé (RS) no início da caravana, o ex-presidente citou o juiz Sergio Moro.

- Não vou acusar que é (uma atuação) do Moro, do MBL, que é usineiro e arrozeiro.

Lula também criticou a série "O Mecanismo", do Netflix. Vamos processar a Netflix. Eles colocam na minha boca coisa da boca de outros.

O ex-presidente contou que sofreu para chegar a Curitiba, na noite de terça-feira, por causa dos manifestantes que tentavam fechar estradas.

Também provocou os manifestantes que faziam um ato a 800 metros da praça em que discursava. No momento em que o grupo soltou fogos, ele disse:

- São eles. Guardem esses rojões para minha posse.

Antes da chegada de Lula, plateia, que se dividia entre a Praça Santos Andrade e a escadaria da Universidade Federal do Paraná, pedia pelo ex-presidente e atacava o juiz Sergio Moro. "Fora Sergio Moro", gritavam os simpatizantes do PT. Numa faixa, estava escrito "Moro, juiz imoral, porco imperialista".