PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência

25 janeiro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Ignorando a decisão em segunda instância na Justiça, que mantém a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou, nesta quinta-feira (25/1), o anúncio do nome do petista como pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2018. A confirmação foi feita pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, no início da reunião do Diretório Nacional da sigla, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás, bairro da região central de São Paulo. Em princípio, mesmo enquadrado na Lei da Ficha da Limpa, o petista pode registrar o desejo de concorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 20 de julho e 15 de agosto.

Lula foi recebido pela militância com gritos de “Brasil urgente, Lula presidente”. Ao lado de Gleisi Hoffmann e da ex-presidente Dilma Rousseff, ele falou novamente que é vítima de um julgamento baseado em um jogo político e que está aceitando a candidatura não para se proteger, mas para reafirmar a sua inocência. "Eu não quero ser candidato pra me proteger. A minha proteção é a minha inocência. E se for candidato não é pra me inocentar, é pra governar esse país decentemente e recuperar o Brasil", afirmou.

No discurso, ele ainda relembrou projetos sociais desenvolvidos durante outras gestões e reafirmou que vai "governar para os pobres, para os negros". Entre os presentes no encontro estavam também o atual líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), os senadores Lindbergh Farias (RJ), o governador do Acre, Tião Viana, entre outros.

O ex-presidente falou que não pode aceitar que "um canalha qualquer nesse país" o chame de ladrão. "Eles fizeram uma mistura entre judiciário, MP, PF e mídia." A arma mais poderosa para os seus defensores, segundo Lula, é cobrar todos os dias a prova da culpa dele. "E os juízes ainda tem tinta na caneta. Essa candidatura só tem sentido se vocês forem capazes de fazê-la mesmo que aconteça algo indesejável."


Em tom de campanha, o discurso sobre direitos iguais também foi lembrado por ele, ao dizer que quem for ministro, caso ele ganhe as eleições, vai conhecer o país. " Democracia não é dizer que todos são iguais perante à lei, democracia é efetivamente mulheres terem direitos iguais, os negros não serem tratados como cidadãos de segunda categoria." Lula finalizou, assim como ontem, dizendo que sua consciência está tranquila. "Sem nenhuma arrogância, quero dizer pra vocês que quero ser candidato pra ganhar as eleições! Nada de baixar a cabeça. Ficam me perguntando se tá tudo bem. Eu dormi bem hoje porque tenho a consciência tranquila", concluiu.

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