Coluna Tarcízio Leite: Qual a importância da sucessão?

04 janeiro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Desde o início da humanidade que assistimos, em primeiro lugar o apego pelo poder, em consequência, o apego aos bens materiais.

Para iniciar, podemos observar, quantas famílias já se desestruturaram em função de herança.

Dentro desta observação, é possível perceber que o homem não era apenas o patriarca, mas o escravocrata, que tinha a mulher como instrumento de trabalho, tomando conta da casa e dos filhos.

Os filhos como pequenos “escravos” que vinham ao mundo apenas para ajudar aos pais na labuta, assim como as filhas para ajudar a mãe.

O homem vivia como se fosse imortal, mesmo sem entender exatamente o que significava a imortalidade, com isto pensava apenas em acumulação de riqueza e principalmente de poder, onde a família escravizada, mal sabia o que possuía, como administrar para que o patrimônio não perecesse.

Prova disso é que grande parte do patrimônio dos senhores de engenho e dos chamados coronéis da época, não existe mais, seus patrimônios foram vendidos para pagar dívidas ou distribuídos a familiares que não tinham ideia deste patrimônio era finito, e em pouco tempo definhou, como diz o adagio: Avô rico, Filho nobre, Neto pobre.

Com o transcorrer dos anos algumas mentes foram iluminadas e deram início ao trabalho de preparação da linha sucessória.

Alguns começaram a perceber que a única coisa que pode tornar uma pessoa imortal, são suas obras.

Daí alguns ainda sem entender o que significa liderança, começaram a trabalhar isto dentro da família, os libertando através da delegação tarefas, e quando entendido os seus limites em relação ao poder que está recebendo, entregando o seu quinhão para que possa administrar e evitar a destruição após a sua partida.

Mas uma grande parte ainda não conseguiu assimilar tamanho avanço, e seja nos seus empreendimentos ou em empreendimentos que prestam serviços ou administram, continuam apegados ao patrimônio e nos demais casos ao poder que imaginam ter.

Até mesmo as entidades de classes, ONG – Organizações não Governamentais têm sido levadas a decadência em função do apego de certos associados por se acharem insubstituíveis e não trabalharem a liderança onde está implícito a delegação de funções, pois o verdadeiro líder é um educador contumaz, gerando conhecimento e instruindo os seus colaboradores para o crescimento pessoal através da delegação e monitoramento de tarefas.

Com isto têm levado as entidades a definharem ou deixarem de progredir em função do egocentrismo.

Precisamos trabalhar a necessidade e a importância da sucessão, nas famílias, nas sociedades empresariais e entidades que se encontram nas mãos de pessoas, que muito embora detenham um largo conhecimento sobre o empreendedorismo, a liderança, ainda não conseguiram se libertar do sentimento de poder, movido pelo egocentrismo, levando-as a estagnação ou até mesmo a decadência, ou destruição no caso das famílias.

Lembrando que o sentimento de poder, nada tem a ver com a vontade de construir, mas com a vaidade inconsequente, e a falta de compromisso com a continuidade, ou até mesmo a falta de competência pois no mundo de hoje, capacidade está ligada a preparação de líderes que possam nos substituir para que possamos desenvolver funções ou estabelecer metas que proporcione o crescimento da família, da empresa ou entidade que administramos, levando todos a patamares mais elevados, não esquecendo que dentro de tudo isto, está a construção de uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna e promissora.

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