Coluna Tarcízio Leite: Inversão de Valores

29 janeiro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


A sociedade brasileira vem atravessando uma grave crise política e econômica em função da banalização da ética, da moral e dos bons costumes.

Quando se considera que os pais são “espelhos para os filhos”, isto pode significar que os filhos, nem sempre procuram seguir o que escutam dos pais, mas sim, ter atitudes semelhantes.

Por mais que os pais insistam em que o filho não deve, por exemplo: beber, fumar, mas ele tem atitudes desta natureza, sempre prevalecem as atitudes e não os conselhos.

E porque os filhos buscam assumir este reflexo dos pais? Normalmente, por considerarem como pessoas mais experientes com importância relevante para eles.

Seguindo este raciocínio, a mídia também tem um papel relevante na formação do cidadão, daí a grande importância do seu papel perante a sociedade.

O que ela apresenta para o nosso jovem? Educação, ética, moral ou violência?

Considerando que na escala de valores sociais prevalecem a posição financeira, o status e o poder, estes valores precisam serem repensados.

Se dentre grandes empresários, existe uma parcela envolvida em atos de corrupção.

Considerando ainda que na classe política existam pessoas envolvidas em processo de corrupção, isto poderá fragilizar a sociedade, quando ela passa ver essas atitudes como normais.

Considerando estes aspectos, podemos perceber a banalização de valores importante na formação do caráter da sociedade que estamos querendo construir.

Com a banalização dos valores éticos e morais, os sentimentos vão se fragilizando e o amor pode passar a ser substituído pelo respeito.

Vale salientar que existe uma diferença nesta relação, pois o amor pode corrigir as imperfeições, enquanto o respeito pode levar a omissão.

Com a inversão de valores, é possível que a sociedade se coloque em duas situações bastante perigosas que se chamam: Paixão e Ódio.

A paixão, como sendo, excesso de admiração por algo ou alguém que se passa a defender independente da razão, as pessoas passam a ter atitudes de inquietude e desespero com ações involuntárias.

E o ódio traduzindo-se como um sentimento intenso de raiva, aversão, repulsa a algo ou pessoas provocando o desejo de evitar, paralisar ou até mesmo destruir.

Podemos assim questionar: será que diante da situação de crises política, econômica, ética, a sociedade não está apresentando sinais de troca de valores onde prevalecem, de um lado o ódio, e de outro a paixão?

Qual destes sentimos é capaz de construir, e o que eles podem construir se, um pode provocar atitudes de inquietudes e desespero, e o outro de raiva, de aversão, provocando o desejo de paralização ou até mesmo de destruir?

Importante se faz refletir sobre o sentimento que está sendo passado para a sociedade, através de pessoas e meios influentes, para que possamos analisar as atitudes e manifestações que estão sendo provocadas por determinados seguimentos, e se essas correspondem ao desejo da sociedade que queremos construir.

Não podemos falar de paz quando estamos movidos pelo sentimento do ódio ou da paixão, porém podemos falar da não violência quando temos como princípios o amor e a razão, pois estes sim, têm o verdadeiro sentido de justiça.