Performance artística gera polêmica em Afogados, blog ouve ator e organizadora do evento

06 novembro Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Aconteceu em Afogados da Ingazeira neste final de semana o festival Sertão Alternativo. O evento teve apresentações culturais, poesia, músicas alternativas e até uma banda gospel. Porém a parte mais polêmica do festival foi a performance "Não Recomendado" que levava o público a refletir sobre a ditadura militar, abuso sexual, censura a comportamentos, violência ao público LGBT, entre outros.

A polêmica se deu início, quando nas redes sociais, o Comissário da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Carlos Cavalcante Ferreira publicou: “Afogados da Ingazeira nessa sexta e sábado foi palco de um festival do horror que infelizmente teve o patrocínio público, sei que nossos gestores na sua legítima prática de apoio à diversidade, cultura e lazer, jamais compactuariam com cenas como essa, aonde um elemento, em plena via pública se ajoelha e introduz a perna de uma cadeira no ânus, diante de uma plateia de crianças, adolescentes, famílias em geral, tal fato é inadmissível e cabe aos nossos representantes do Ministério Público, Conselho Tutelar, gestores municipais providências urgentes, para que tal episódio nefasto, descabido e abominável, não volte a acontecer em nossa cidade, isso foi o mínimo que aconteceu nesse pseudo festival de rock, que em nada contribui para a sociedade afogadense a não ser cenas lamentáveis como essa”. 

Em conversa com o blog, o artista Edcarlos, citou que a cena durou apenas 3 segundos e que ao fim da performance que durou cerca de 13 minutos foi aplaudido pelo público presente. Perguntado se tinha alguém sem roupas na cena, disse que não. Fez questão de falar sobre os pontos positivos do evento como o grupo de xaxado. Sobre a cena em si, o mesmo disse não estar entendendo o por que de tanta repercussão, disse que tem coisas piores acontecendo na vida real e as pessoas não falam. E que foi convidado a apresentar a performance mais duas vezes, em Afogados e Serra Talhada.

Em conversa com a organizadora Laiegua Sousa, a mesma disse: "A performance representava as agressões sofridas por mulheres, homossexuais, trans entre outras pessoas. A imagem só capitulou um momento, ela é um tanto um quanto chocante mais a realidade o que acontece com estas pessoas é bem pior, então a gente não deve focar nisso ai, e sim na performance toda o que ela representava, no que devemos refletir e que nosso evento foi muito mais do que este momento, nos tivemos mais de 20 horas de trabalho, de shows belíssimos, como os das bandas daqui, de São José do Egito, Carnaíba, Em canto e poesia foi maravilhoso. Então a gente deve estar pensando nisso ai, nós estamos dando nossa contribuição pra cultura da cidade, por que o que se enfatiza aqui é o sertanejo, o forró, é a swingueira e nós fazemos aquilo que não é valorizado de um modo geral".