Afogadenses são os que mais confiam no Ministério Público de Pernambuco

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31/07/2017 - É manhã cedo em Afogados da Ingazeira. A movimentação de uma terça-feira começando não é muito diferente da de qualquer município do interior pernambucano: trabalhadores indo para o batente, a meninada sonolenta caminhando em ritmo de inércia para a escola, pontos de ônibus cheios de gente. A cidade não para, só cresce e o povo vai junto. Com suas necessidades cotidianas assoprando baixinho no ouvido, o habitante deste lugar politizado e cheio de poesia desponta, segundo pesquisa de opinião realizada em maio pelo Instituto Uninassau, como o pernambucano que mais confia no Ministério Público de seu Estado.

De acordo com o levantamento, feito com 2.263 pessoas acima de 16 anos de 21 municípios pernambucanos, é em Afogados da Ingazeira onde o MPPE ostenta os melhores índices de confiabilidade e admiração: das pessoas residentes na cidade e entrevistadas pelos pesquisadores, 74% disseram que admiram a instituição , enquanto 70% afirmaram confiar no Ministério Público de Pernambuco (nesta última pergunta, Pesqueira, no Agreste Central, registrou 71% de respostas “sim”). Em outros dois quesitos, o afogadense também se destacou à frente dos moradores de outros municípios: 86% sabem onde fica o prédio do MP e 51% conhecem membros das instituição na cidade.

“Tive um problema com a compra de um terreno de herdeiros e precisei do Ministério Público”, diz o corretor de imóveis Tony Carlos da Silva Ramos, de 45 anos. Com sua motocicleta estacionada em frente à sede do MPPE em Afogados, nas Praça Monsenhor Arruda Câmara, Tony aprovou a atuação da instituição em seu caso. “Tudo foi resolvido. Fui bem recebido e, se precisar, venho de novo”, reforça.

Na mesma praça, onde ficam ainda a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios e a Prefeitura Municipal, uma turma de mulheres faz exercícios guiadas por um instrutor. Entre elas, Cícera Carla Souza Araújo, de 46 anos. Ela também faz elogios à atuação do MPPE na cidade. “Meu problema foi logo solucionado. Sei que muita gente que já precisou e ficou satisfeito. Eu volto se precisar”

Mais distante dali, na Avenida Manoel Borba, o mototaxista Alexandre Gonçalves de Queiroz, de 39 anos, dá o aval: “É muito fácil chegar lá. Fica num lugar central, todo mundo sabe onde é o Ministério Público”. Alexandre não é caso isolado: praticamente todos os abordados pela reportagem sabiam na ponta da língua o nome de pelo menos um promotor local – atuais ou antigos.