Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

15 junho Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


Nesta quinta-feira, 15 de junho será comemorado o “Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa”.

Instituída pela (ONU) Organização das Nações Unidas e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, o dia 15 de junho tem como objetivo principal promover o debate sobre o tema, criando uma consciência política e social, e disseminando a ideia da não aceitação como uma situação normal.

É uma data importante para se comemorar, porém mais importante para se refletir sobre a situação do Idoso neste cenário.

Como está sendo tratado pelos nossos jovens, pela sociedade e pelo poder público? 

O que está sendo colocado como violência e como está sendo tratada?

Em alguns setores da sociedade a violência é tratada apenas como espancamento, não se levando em consideração a usurpação de bens materiais, dinheiro da aposentadoria para manutenção de filhos, netos que não querem trabalhar.

O ato de forçar o idoso para fazer empréstimos e até o confinamento em casas para acolhimento de idosos.

Muitos filhos e netos, repito, que não querem trabalhar, estudar ou assumir qualquer responsabilidade, vive da aposentadoria dos pais ou até mesmo avós, não têm se quer o compromisso de trata-los bem, de cuidar deles, até mesmo para manter a sua segurança (manutenção).

Tudo isto é necessário discutir neste cenário, uma vez que os idosos não aceitam e escondem esta realidade do resto da família, como forma de proteção contra o(a) explorar(a), ou melhor, praticante da violência psicológica praticada.

Como estes familiares se sentem e como irão se sentir quando perder, não o idoso que o sustenta, pois este já não existe para ele, mas sim, a sua fonte de sustento?

Outra situação que se encontra muito presente e que as pessoas insistem em não reconhecerem como uma forma de violência, é a falta de respeito no trânsito e nos passeios públicos como calçadas com rampas construídas sobre elas.

O comércio de uma forma geral, colocando suas mercadorias, lanchonetes e bares com mesas nas calçadas, obrigando o idoso a caminhar pelas ruas e avenidas colocando a sua integridade física em risco.

E o poder público, como vem tratando o idoso? Criando Conselho, Diretoria, promovendo eventos para discussão da qualidade de vida? 

Tem procurado construir espaços adequados, como praças onde ele possa caminhar sem a interferência de animais, trafego de veículos, motos, bicicletas que não coloque a sua integridade física em risco?

Como tem tratado as ruas e avenidas? Tem procurado promover uma fiscalização efetiva onde as calçadas estejam, no mínimo desocupadas para sua locomoção? Ou elas estão ocupadas por entulhos e materiais de construção além de produtos para comercialização como citado anteriormente?

O Ministério Público e os Conselhos e Diretorias do Idoso, têm investigado as denúncias formalizadas contra o idoso, ou arquivadas diante de uma simples negação do idoso?

É comum o idoso negar as denúncias de violências físicas, psicológicas e explorações financeiras e de trabalho além da sua capacidade física, provocadas por familiares.

Se elas não forem investigadas de forma contundente dificilmente ela será levada adiante, pois por mais sofrimento que isto lhes traga, o idoso jamais irá afirmar que um filho ou neto lhes provoca qualquer dano, sabendo que isto possa lhes trazer uma punição, ele prefere sofrer, do que ver o seu familiar ser punido.

Este é um grande dilema que vive o idoso. Por mais desprezo e sofrimento que o familiar lhes cause, ele continua protegendo.

Estes são alguns pontos que coloco para serem repensadas por nós, cidadãos e cidadãs, que nos julgamos justos, humanos e até mesmo solidários.

Assim como os Poderes Públicos constituídos que na maioria das vezes não tem um planejamento elaborado e por isto não consegue perceber a importância de determinadas ações na vida das pessoas.

Por Tarcízio Leite