Em nota, coordenadora da Casa de Apoio de Tabira se defende e diz que seu trabalho é fundamentado na "impessoalidade"

17 maio Grupo Roma Conteúdos 0 Comentários


A coordenadora da Casa de Apoio de Tabira em Recife, Maria de Fátima Pereira, emitiu uma nota à imprensa e também à presidente da Câmara, Maria Nelly, relatando os fatos ocorridos naquela Casa na sexta-feira, dia 12 de maio. Fátima diz que o trabalho de toda a equipe é fundamentado na "impessoalidade" e que as agressões verbais não partiram dela, mas sim da senhora Tássia Valéria. Veja na íntegra o que diz a nota.

É necessário que se diga que a IMPESSOABILIDADE é o principal fundamento do nosso trabalho. Eu, Maria de Fátima Pereira, Coordenadora, Marlene Freitas, marcação de consultas e Eliane Magner, manutenção, não trabalhamos especificamente para pessoas. Trabalhamos para todos os cidadãos e cidadãs de Tabira que, em busca de tratamento de saúde, recorrem à Casa para seu abrigo.

Na sexta feira, 12 havia na Casa 80 (oitenta) pessoas. Todas querendo vagas para retornar a Tabira. Na oportunidade só dispúnhamos de 65 (sessenta e cinco). Cinquenta no ônibus e quinze na Conduz (Van).

Com o objetivo de enviar a Conduz mais cedo listei as quinze pessoas que manifestaram o desejo de viajar naquele momento e pedi a Eliane que os conduzisse para embarque.

Antes da saída do veículo, a Sra. Tassia Valéria, retornando da rua naquele momento, questionou o porquê de não tê-la incluído naquela lista. Respondi que, como sempre faço, relacionei os pacientes que se encontravam na Casa e que concordaram em viajar naquele veículo e naquele momento.

Sugeriu então a Sra. Tássia Valéria que eu retirasse alguém da lista e a colocasse no lugar. Disse que não poderia fazer isto, pois todos têm o mesmo direito e que não podemos e nem devemos privilegiar ninguém. Ainda assim perguntei a todos da lista quem se disporia a ceder o lugar para a Sra. Tássia Valeria. Ninguém concordou.

Diante disto, a Sra. Tássia Valeria se descontrolou, agrediu-me verbalmente com certa violência dando a entender inclusive que iria me agredir fisicamente. Diante de tanto descontrole e ciente da correção da minha atitude, reagi no mesmo tom. Trabalho na Casa há quatro anos e cinco meses. Foram poucas as vezes em que foi necessário uma resposta mais dura por conta de problemas com pacientes. Nunca aconteceu nada parecido.

Senti-me tão indefesa que pedi a meu marido se fazer presente. Realmente tive receio de sofrer uma agressão haja vista o estado de excitação em que se encontrava a Sra. Tássia Valeria.

Nessa oportunidade uma viatura da polícia que havia sido enviada para atender uma ocorrência na rua, foi interpelada pela Sra. Tássia dando a entender que a referida viatura havia sido por ela chamada para tratar das suas reclamações. Naturalmente os policiais não tomaram conhecimento dos seus reclamos.

Meu marido a conhece. Ela trabalhou na Casa por um tempo. Como ele vai lá com frequência, a exemplo do que acontece com todos, criou uma relação de amizade com ela. A meu pedido ele foi falar com ela para tentar acalmá-la.

Disse-lhes que ela não podia e nem devia se dirigir a mim dessa forma desrespeitosa porque ali era meu espaço de trabalho. Que eu não tinha feito nada errado. Que havia uma lei que me acobertava e que atitudes como essa dela poderia resultar em punição.

Ela então respondeu que não tinha medo. Que seu marido conhecia algumas pessoas na área que poderiam resolver isso pra eles. Meu marido então disse que isso não procedia. Que tanto ele quanto eu não tínhamos medo. Que pra esses casos havia a polícia.

Diante disso tudo a reação dela foi dizer que ele a estava ameaçando; que ela tinha muitos primos em Tuparetama que todos estavam ligando pra ela pra saber se a gente a havia agredido e outras tantas insanidades.

No meio de toda essa agitação surge o ônibus de Judivam que atende ao Município de Carnaíba que, como normalmente faz, nos perguntou se havia alguém sem passagem na Casa. Ela imediatamente invadiu o ônibus. Encaminhamos mais quatro pessoas que com certeza não tinha como levar no ônibus de Tabira.

Convém ressaltar que a vaga da Sra. Tássia Valeria e da sua filha menor já estavam reservadas no ônibus do Município conforme consta de lista na linha nº 9, cuja cópia faço anexar. Elas desceram em Pesqueira onde estava o seu marido.

Resumo: Quinze pessoas foram na Van
Cinquenta e uma pessoas foram no ônibus do Município
Cinco pessoas foram no ônibus de Judivam
Nove pessoas ficaram na Casa.