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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Afogados: Oposição avalia os 100 dias da nova gestão Patriota

No Debate das Dez desta segunda-feira (10), o ex-presidente do PT de Afogados da Ingazeira, Jair Almeida e Emídio Vasconcelos (por telefone), que foi eleito como vice-presidente da legenda, junto com Firmino Miron (presidente) no Processo de Eleição Direta – PED, que aconteceu no domingo (09), no PT em todo o Brasil, falaram sobre o processo e avaliaram os 100 dias da nova gestão do prefeito José Patriota.

Sobre o PED, Jair explicou como funcionou o processo e sobre os problemas que aconteceram que impediram alguns filiados de votar. Jair disse que o sistema é eletrônico e que é necessário que haja algumas alterações na maneira como o processo é conduzido pelo partido.

Avaliando os 100 dias da nova gestão Patriota, Jair disse que poderia ser dito que é a marca dos 1.500 dias, contando com a gestão passada. “Com aqueles principais problemas e defeitos que a gente já vem discutindo aqui desde o mandato passado”.

Jair criticou o aumento dos salários do prefeito, vice e secretários. “O servidor público de Afogados da Ingazeira recebe o salário base de R$ 880,00 que é o mesmo salário do ano passado e não foi ainda dado o seu aumento, nem dos ativos nem dos aposentados, inclusive já recebemos reclamações de aposentados que mostraram o contracheque e a gente vê que o salário esta defasado”, disse Jair.

Jair disse ainda que acha uma contradição o prefeito dizer que não tem recursos para aumentar os salários dos servidores, mas para aumentar o dele próprio, do vice e dos secretários não faltam esses recursos. “E atrelado a isso também tem aquele mesmo problema, todos os anos a questão do piso nacional dos professores e quando vão receber não tem mais graça, o ano já está acabando”, criticou Jair.

Por telefone Emídio, concordou com Jair e lembrou que durante a campanha de 2016, diziam que era possível fazer mais e melhor e que insistiam que era inconcebível não se pagar o salário mínimo ao servidor municipal e o piso nacional aos professores, voltou a criticar o transporte de estudantes, a falta de assistência técnica ao pequeno agricultor e as salas multisseriadas.

“E parte dessa discussão era argumentada pelo prefeito de que não havia recursos por conta da crise, então o que é agravante nesse processo pós-eleitoral é que o aumento concedido a ele próprio, que é objeto de discussão na justiça, já com liminar favorável à suspensão desse pagamento, ao prefeito, vice-prefeito, aos secretários e aos vereadores, equivale a algo em torno de 2,5 milhões no mandato, o que significa que a nossa posição, no ponto de vista da política, estava correta, é por uma decisão política e por falta de vontade política e não por escassez de recursos e também é porque esses recursos escassos nessas áreas é porque eles são canalizados e desviados para outras”, disse Emídio. (Por André Luis - Rádio Pajeú)

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