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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Prefeitos de São José do Egito, Tuparetama e mais 3 cidades do Pajeú na mira do MPPE por transição turbulenta

Fim de governo e turbulência ao entregar os pontos, assim é a situação calamitosa que vive algumas cidades sertanejas. Estão na mira do Ministério Publico de Pernambuco (MPPE), ao todo são 56 prefeitos em fim de mandato que estão envolvidos na “Operação Terra Arrasada”, só no sertão são 20, (Belém de São Francisco, Itacuruba, Inajá, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena, Salgueiro, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama, Flores, Sertania, Verdejante, Serrita, Cedro, Cabrobó, Floresta, Carnaubeira e Bodocó.

O Ministério Publico enviou uma recomendação para esses prefeitos que não estão colaborando com as transições dos novos governos. 

O Ministério Público de Pernambuco apura indícios de desmonte da máquina ou interrupção de serviços. Dados divulgados em primeira mão ao JC pelo MPPE, no âmbito da Operação Terra Arrasada, revelam que pelo menos 56 cidades do Estado enfrentam dificuldades na transição e alguns prefeitos eleitos devem arcar com a “herança maldita” dos antecessores.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Cristiano Pimentel, observa que, em muitas cidades, mesmo com a folha atrasada os prefeitos priorizam o pagamento dos fornecedores em detrimento à manutenção dos serviços básicos de saúde e educação. “São esses critérios que precisamos ficar alerta”, diz.

“Esse material é uma radiografia que tem mudado a cada dia. A recomendação é o primeiro aviso sério aos prefeitos para alertá-los. Se eles não disserem o que vão fazer para se adequar à situação, podem responder por atos de improbidade administrativa ou por uso de meios para se apoderar de dinheiro público”, explica o promotor de Justiça Maviael Souza, do Patrimônio Público. As punições contra os políticos que descumprirem as recomendações podem culminar na suspensão de direitos políticos, devolução de dinheiro, aplicação de multas ou indisponibilidade de bens.

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