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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Enquanto nas redes sociais populares brigam e arrumam intrigas, senadores se confrontam no julgamento, mas em intervalo fazem piadas entre si

Se no plenário, sob os holofotes, senadores e integrantes dos governos Michel Temer e Dilma Rousseff ficam com o sangue fervendo e quase se atracam, nos bastidores o clima é bem diferente. Num dos intervalos da sessão desta segunda-feira, uma cena improvável: em rodinha ao lado da Mesa Diretora, o acusador, senador Aécio Neves (PSDB-MG), a ré Dilma Rousseff, seu advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, e o presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, conversando e rindo animadamente, como se fossem grandes amigos.

"Presidente, eu desejo paz e tranquilidade para a senhora e sua família neste processo", abordou Aécio, depois de cumprimentar Dilma.

Testemunhando a cena descontraída, Lewandowski não perdeu a brincadeira.

"Eu tinha ouvido que, na política, até as inimizades são criadas. Mas, como sou do Judiciário, eu não sei", disse o ministro, levando Dilma, Aécio e Cardozo a caírem na gargalhada.

"Não é que seja inimizade presidente. O que temos são projetos políticos diferentes", respondeu, diplomaticamente, Aécio.

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