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domingo, 20 de março de 2016

Proerd, você conhece? Reflita!

Por Tarcízio Leite - Colunista do Mais Pajeú

O que você chama de educação?

Você sabe escutar? O que você entende por respeito a individualidade? Qual o seu interesse na formação de uma sociedade mais humana e mais fraterna?

Muitas vezes entendemos como espaço para educação, a escola. Esquecemos que a escola é apenas um espaço para exercício e continuidade da nossa educação, da educação dos nossos filhos, mais o espaço onde devemos trabalhar a educação em nossas casas, com a nossa família.

A grande maioria das pessoas, hoje encontram-se estressadas, impacientes para não dizer sem educação.

Elas não sabem escutar, elas não sabem quando falar. Além do estresse, a falta de educação não lhes permite ouvir antes de falar, e falam todos de uma só vez e quando alguém começa a falar, simplesmente utiliza-se o artifício de alterar a voz.

Isso não se aprende na sala de aula, lá apenas se exercitam esta forma de escuta para o diálogo.

Se bem observarmos, estes fatores começam com a educação doméstica. Na maioria dos lares hoje, existem espaços para conversar e outros para sala de som ou televisão. Mas quem assiste a um jornal por exemplo? Ou quem pode estabelecer um diálogo em sua própria casa?

A formação de uma sociedade baseada no respeito, depende muito da educação doméstica e da sua continuação dentro das escolas com o apoio da família.

Como esta relação de educação e respeito a individualidade na família tornou-se algo desprovido de exercício reflexivo em função do tempo, estresse e desinteresse das famílias, surge aí a interferência do Estado tentando contribuir com as famílias.

É aqui que entra o PROERD – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. Este programa surgiu no Brasil com base no DARE – Drug Abuse Resistence Education criado pela Professora Rutty Hellen em Conjunto com o Departamento de Polícia da Cidade de Los Angeles, EUA em 1989.

Atualmente o programa está presente em 50 estados americanos e em 58 países.

No Brasil chegou em 1992 através da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e desde 2002 encontra-se presente em todos os Estados brasileiros.

O PROERD é essencialmente preventivo e comunitário, constituindo-se em quatro currículos: Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental, (5º, 6º e 7º anos) e Currículo de Pais ou Responsáveis.

O objetivo principal do programa, é uma ação conjunta entre a Polícia Militar, a escola através dos professores e a família representada pelos pais e pela comunidade, no sentido de prevenir e reduzir o uso indevido das drogas, bem como ajudar aos estudantes a reconhecerem as pressões e a influência diária para usarem drogas e praticarem a violência e apontando formas de resistirem a elas.

O PROERD são cursos ministrados em sala, de aula por Policiais Militares fardados, durante um semestre letivo, sendo uma aula por semana, ao final do curso é realizada uma grande formatura, com os estudantes, onde eles fazem juramento para se manterem longe das drogas e da violência e recebendo o diploma de conclusão.

Um programa que trabalha a disciplina entre a família através dos pais, na escola através de crianças, jovens e professores, tem a finalidade de apresentar formas de proteção contra o uso de drogas e da violência, acredito que deve ser adotado não só pelos poderes públicos, mas também pela sociedade.

E pode ser adotado pela sociedade sim, o programa poderá ser trabalhado em parceria com as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, atendendo também as escolas particulares, além de ONGs.

A Secretaria de Educação de São José do Egito já firmou parceria e realizou em algumas escolas municipais.

Acredito que seria interessante a divulgação do PROERD entre as ONGs, no meio empresarial para que estes cursos também chegassem as Escolas particulares e até mesmo as ONGs que dizem realizar trabalhos dentro da comunidade.

O difícil é entrar neste cenário, pois quando se trata de educação, as portas estão sempre fechadas, existem muitos discursos e muitas peças importantes para travar o nosso caminho e impedir o nosso trabalho.

Até por que a educação é o único instrumento de libertação de um provo. 

E para muitos, isto basta!

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