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quinta-feira, 31 de março de 2016

No Planalto, Dilma recebe apoio de artistas contrários ao impeachment

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (31) o apoio de grupos formados por artistas e intelectuais contrários ao impeachment por considerá-lo um golpe, uma vez que não existem provas que a governante tenha cometido crime de responsabilidade. Eles também foram ao planalto pedir pela democracia. Entre os presentes, estavam atores, músicos, professores, escritores, intelectuais e ex-presos políticos da época da ditado militar (1964-1975).

Dilma chegou ao Salão Leste acompanhada da atriz Letícia Sabatella, da cineasta Anna Muylaert, da cantora Beth Carvalho e do escritor Raduan Nassar, entre outros artistas.

“Estou aqui hoje porque sou brasileiro. Não sou petista, mas acho que o que está em jogo aqui hoje é algo maior do que o PT, o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e a Dilma Rousseff. Está em jogo a democracia, o risco de a gente ser submetido a um golpe de Estado. Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe de Estado. E estou aqui também para defender um projeto de nação que tirou 40 milhões da pobreza, que levou luz para milhões de pessoas nas regiões mais pobres do Brasil. A elite brasileira e a direita brasileira não conseguem conviver com isso”, disse o escritor Fernando Morais.

O ator Antônio Pitanga defendeu o governo da presidenta Dilma e disse que a luta é pela cidadania e pela democracia no País. “Estou aqui pela cidadania, como pai, avô, defendendo a cidadania, a democracia, não quero que meus netos e netas presenciem o que eu presenciei quando eu era do movimento estudantil e fizemos todo um movimento contra a ditadura de 1964. Então, não dá para ver esse momento e ficar omisso. Estou aqui e estarei nos lugares mais longínquos deste País dizendo não ao golpe.”

Os ministros da Cultura, Juca Ferreira, do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, e da Educação, Aloizio Mercadante, também participam do encontro.

O evento ocorre dias depois do ato dos juristas contra o impeachment, também no Planalto. Batizado de “Pela Legalidade e em Defesa da Democracia” o evento contou com advogados, promotores e defensores públicos.

Nesta quinta, a Frente Brasil Popular – composta por diversas entidades sindicais, movimentos sociais e partidos – faz, em todo o País, o Dia da Jornada Nacional pela Democracia. O grupo é contrário ao impeachment da presidenta Dilma. O ex-presidente Lula da Silva deve participar do ato, no início da noite, em frente ao Congresso Nacional.

Dilma

Em sua fala, Dilma fez um apelo ao diálogo e à tolerância no País dividido pela polarização política. Ela disse ainda que é preciso resolver o processo do seu impedimento para acabar com a intolerância na sociedade.

“Temos que resolver [a questão do impeachment] porque o Brasil não pode ser cindido em duas partes que é o que estão propondo. Na verdade, estão propondo isso: um golpe tem esse poder. Não é correto que as pessoas sejam estigmatizadas pelo que pensam: nem de um lado, nem de outro. Não se criará o convívio democrático com essa situação.”

Para presidenta, o País tem de lutar para superar esse momento de crise. “Cada um de nós aqui tem respeito pela democracia. Quer essa democracia recheada de conteúdo e respeitada na sua forma. Não se negocia aspectos da democracia… Precisamos do fim do ódio, para que esse País não sofra as consequências de uma ruptura entre seus integrantes… Outro dia uma pessoa me disse que isso parece muito com nazismo. Primeiro você bota estrela no peito e diz: é judeu. Depois bota no campo de concentração. Essa intolerância não pode ocorrer.” (Agência Brasil)

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